Nostalgia da Imortalidade


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justmynails: *.* EU VOU FAZER!!!

My Rock and Roll Nails :D


     Sentada em minha cama lia aquele tal livro enquanto escutava qualquer coisa que me tirasse a atenção necessária para entender a história que já não parecia mais tão interessante. Então, estranhei uma formiga, não sei se morrendo, não sei se apenas perdida…Tentava levantar voo sem maiores realizações, andava, empinava, subia na caixa de sapato e no balde de carimbos da minha irmã, passava pelo cadarço do tênis, exausta batia com força as pequenas asas e se contorcia inteira na tentativa de reaprender o que sempre fez, na tentativa de relembrar ao corpo o que deveria ser feito.

Imaginei o que estaria pensando (Teria esta capacidade?), imaginei sua frustração por talvez não ser mais a mesma criatura, seu desepero por perder a conexão corpo-mente. Observei até perceber que já não se mexia o ínfimo ser que a pouco percorrera enlouquecidamente o chão do quarto desta casa que jamais foi tão menos minha como naquele instante. Fui até ela e soprei, estafada, moveu-se, não saiu do lugar. Estaria recuperando forças para seguir com seu ensaio desajeitado, descordenado ou simplesmente esperando pelo…Não se sabe pelo o quê.

Poderia quem sabe eliminar as asas ou apenas desdobrá-las (se estivessem dobradas), me compadeci de sua luta, mas obviamente não seria possível tomar parte da situação…Ou seria? Mantive-me na inércia de espectador como em todas as outras vezes.Projeto de , quem sabe, futura bióloga não fazia a menor ideia do que acontecia com a formiga e por mais fortes que fossem meus ímpetos de ajudá-la em um momento de lúcida indiferença e sensatez,animalizei-me paradoxalmente diante da humanização do inseto e abandonei minha condição de ser “superior”, deixei que a natureza agisse, retomei a atividade interrompida.

Impossível não comparar circunstâncias ditas humanas com a agonia daquele indivíduo: Tantas vezes lutamos extintivamente em vão para mudar o curso de cada acontecimento quando na verdade devemos somente esperar pelo fim,se nada mais pode ser feito, ou recuperar forças e seguir com as ideias em ordem, sem nenhuma resposta, conclusão ou sentido para a vida. Afinal não existe nada além de esperança movida por questionamentos ilusórios por sua vez alimentados de mundos paralelos e deuses bicéfalos.

Antes que terminasse a leitura,minha companheira de insônia voltou à sua jornada, caminhando aparentemente sem destino pelos cantos da casa com suas asas abertas dando broncos saltinhos frustrados seguiu sendo o que deve ser. Finalizei meus pensamentos sobre tantos outros pensamentos e retornei ao livro ,vivendo dentro da ignorância de todos nós: sem resoluções,unicamente fazendo o que deve ser feito, tão perdida quanto a formiga na madrugada impossibilitada de voar… Espero que, diante de nossas familiaridades, semelhanças, coincidências, ao menos passemos por mais esta fase, eu e a formiga.

Karu 



aline3ddias:

Com calça, shorts, vestido, saia…

(Source: m-etalcontraasnuvens)


Via Seventeen Days


(Source: mrcus)



Adele  

Someone Like You

(Source: youtube.com)






Os Babilaques 

Chegandinho

Faltamos nós… Que legal. Sinto falta.

(Source: youtube.com)



                       Se entristecer pelos outros é inevitável até mesmo para o mais insensível e egoísta dos seres, mas se abater POR CAUSA de um outro alguém é menos esperado, afinal acreditamos no controle de sentimentos. Traçamos sempre projetos de autossuficiência, segurança e total capacidade para lidar com situações de angústia, porém enfrentar decepções de qualquer natureza jamais será fácil: enquanto criaturas pensantes nos preparamos apenas para o palpável.

                       O único tempo existente é o subjetivo, só assim é possível entender como histórias efêmeras podem deixar contínuas sequelas e o quanto é simples construir realidades sobre narrações tão pouco elaboradas. Dizem que a incapacidade de aceitar perdas é uma forma de insanidade, provavelmente uma verdade, somos todos loucos. Jamais estamos preparados para a dor, até que provem o contrário nascemos para sofrer as consequências de nossas ações em virtude da falta de destreza inerente a cada humanóide.

                        É em vão tentar parecer firme e inabalável, passar por cima dos fatos como se nada de relevante estivesse acontecendo em dado momento… Buscar a solução para todos os males na música é desafinar, nela também é possível aumentar nossas aflições. Por outro lado cultivar empáfias não é suficiente para controlar nossos sentimentos e nos tornar menos piegas, camuflar o desconforto consequente destas mágoas faz tudo parecer mais ridículo e chorar amores errados é desnecessário.


                         Mais tolices minhas, escrevendo toda essa questão digna de um belo zero descubro que sou igual a todos.Veja só! E eu, que me achava no mínimo estranha, compreendo: de perto ninguém é normal.


Karu


The Smiths

There Is A Light That Never Goes Out


Take me out tonight
Where there’s music and there’s people who are young and alive,
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven’t got one, anymore

Take me out tonight
Because I want to see people and I want to see life,
Driving in your car
Oh please don’t drop me home
Because It’s not my home, It’s their home
And I’m welcome no more

And if a double-decker bus crashes into us
To die by your side, such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure and the privilege is mine

Take me out tonight
Take me anywhere, I don’t care, I don’t care, I don’t care
And in the darkened underpass I thought oh God,
My chance has come at last
But then a strange fear gripped me and I just couldn’t ask

Take me out tonight
Oh, take anywhere, I don’t care, I don’t care, I don’t care
Just driving in your car
I never never want to go home
Because I haven’t got one, Oh Lord
No I haven’t got one.

And if a double-decker bus crashes into us
To die by your side, such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure and the privilege is mine

There is a light that never goes out


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